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Primavera de Marta - Mensagem do dia 08.06.2022



No berço da velha Grécia pré Socrática, seis séculos antes de Jesus, pensadores e intelectuais de vulto passaram a elucubrar que a vida tinha como origem os quatro elementos básicos, constitutivos da matéria: a água, a terra, o ar e o fogo. Era a primeira e audaciosa tentativa de equacionar, nos vastíssimos campos da filosofia, porque existimos e para onde estamos rumando. Oportunamente, o pai da Filosofia, a seu tempo, estabeleceria a arte de pensar com uma proposta ética e um sentido profundamente psicológico, direcionando o ser para os estudos que revelariam que somos mais do que argila orgânica, sob irrigação sanguínea, que se projeta na fecundação e se dissolve na anóxia, que antecede a decomposição cadavérica.


Sócrates esclareceria que somos uma centelha divina, imortal e fecunda no campo do saber e das aquisições morais, atravessando a escola terrestre na busca do acrisolamento de valores iluminativos que nos afastem da brutalidade e da ignorância ancestral.


Ao pensamento materialista de Demócrito de Abdera se opunham as luminosas cogitações da filosofia transcendente do ilustre filho de Atenas.


Até que viesse inaugurar e implantar entre os homens a Boa Nova, o homem se viu dividido entre muitas teorias sobre seu aparecimento no mundo e sua destinação no pós morte. Deuses foram erguidos à condição de tiranos da alma, santuários famosos tentaram interpretar a vida e seus mistérios e as religiões, reflexos da empáfia e da soberba humana, se fizeram caminhos conflitantes e antagônicos, conduzindo o ser aos descaminhos da fé.


Certamente que tiveram seu papel aglutinador de povos e raças, diminuindo a ferocidade inata do ser, ainda muito preso aos instintos de dominação do outro pelos tentáculos da guerra. Foi no seio das grandes religiões do passado que missionários do amor e paradigmas da virtude se corporificaram entre os fiéis, insuflando amorosidade e espalhando a esperança entre os desgraçados.


Em milhares de anos de história, o ser se deixou levar pelo acelerado desenvolvimento do intelecto, edificando notáveis civilizações, arquitetando obras admiráveis e edificando estruturas que desafiam até hoje a passagem do tempo, paulatinamente perdendo contato com sua essência profunda.


O materialismo fez-se doutrina esmagadora, asfixiante, retirando o homem de seu eixo natural e o projetando numa realidade efêmera, qual neblina que impera, despótica, assim que se faz noite, diluída logo após pelo vigor do sol ao clarão da aurora.


Dezoito séculos após o sacrifício do Cordeiro, as tumbas e criptas silenciosas agitaram-se no frenesi de chamarem a atenção. Vozes roufenhas do invisível se fizeram audíveis aos tímpanos distraídos para confirmarem a imortalidade da alma.


A sociedade, os sábios, intelectuais e homens de ciência foram constrangidos a revisarem seus estudos. A religião, mancomunada com os poderes terrestres, agonizou e ainda estertora nas suas teologias bolorentas. A catilinária de sacerdotes palavrosos já não alimenta o ser, abatido pelo sofrimento e aflito pelas incertezas do destino.


O mundo clama por respostas.


O sofrimento necessita ser elucidado.


Vive-se. Para que?


O novo Espiritualismo se ergue dos escombros das religiões do passado. Toma a ciência por esposa e a filosofia por filha dileta.


Passeia e navega por qualquer campo onde o saber dilua a fé cega e ingênua.


Proclama verdades e as torna palpáveis diante dos olhos de incrédulos e pessimistas.


Resgata o sentido do amor, devorado pelas vérminas das paixões, socorre a paz, crivada de projéteis da guerra e renova a esperança para o porvir, resgatando os prisioneiros do passado de sombras densas.


Um tempo novo se desenha na aquarela da história humana. Tintas escuras cedem lugar aos pigmentos da verdade e da fé renovada.


O pensamento e as diretrizes do Cantor de Deus se fazem ouvir novamente, sem as duras roupagens do sacerdócio interesseiro e argentário.


A hipocrisia sofre duro golpe.


A luz dissipa as trevas teimosas.


Caminheiro, és um convidado ao excelso banquete.


Não te pedirão luxo ou posses, credenciais passageiras ou títulos efêmeros nos portais da nova era.


Esperam apenas tua disposição, boa vontade e fidelidade aos caminhos traçados por Ele, luz do mundo e arauto de um novo tempo.


O mais, são adereços da ilusão.


Aceitas o convite D'Ele ou preferes ficar na zona de conforto?


Marta

Salvador, 08.06.2022


 
 
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