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Primavera de Marta - Mensagem do dia 20.07.2022



Em meio ao grande tumulto que sacode diariamente as massas humanas, observa sem julgamento...


O amigo que se iludiu, acreditando que a felicidade estava em cédulas de alto valor aquisitivo. O vizinho, que transformou o próprio lar em cárcere da companheira submissa e dos filhos amedrontados. Teu irmão consanguíneo, que anatematiza tuas convicções, fazendo piada de salão de teu pensar diferente.


Anota, sem qualquer crítica, o colega que exalta a virilidade, fazendo da matemática sexual pedestal da própria loucura em que se desidrata emocionalmente.


Em meio ao noticiário que te choca, reflete sem agressividade...


No político que prega e defende a honra, em verborragia doentia, quando os fatos o desmentem de maneira acachapante. Contempla aquele que se fez e continua como estelionatário da confiança alheia, costurando a própria existência como se fosse uma agulha de trevas. Compadece-te daquele que se aproveita da inquietação popular e do aturdimento das massas para espalhar o pânico e o desespero em proveito próprio.


Em tomando contato com informações que sinalizem crimes contra a humanidade, medita...


Que estamos em plena era das luzes e da robótica, da mecatrônica e das viagens espaciais, mas no solo do mundo há quem opte por descer ao fosso das próprias sombras, busque refúgio no porão de suas misérias morais e fuja das claridades do alto, se escondendo nas grutas da inferioridade em que ainda se homizia.


Em verdade, sabes que temos uma sociedade profundamente doente, onde a maior parte dos enfermos ignora a própria doença, outra parte se recusa a tratamento e milhões fingem que são saudáveis.


Visitam a farmácia como se visitassem um parque de diversões, achando nas prateleiras o sedativo passageiro de suas agonias internas, afogam no copo a cada final de semana mágoas e frustrações não resolvidas e fazem da mesa farta terapia para anestesiar a ansiedade que os devora.


Raros se auto analisam e são capazes de admitir de si para consigo que precisam de ajuda externa para enfrentamento de seus fantasmas interiores.


Muita gente, mas muita gente mesmo, transitando no mundo como se fosse a própria Transilvânia, carregando seus dráculas interiores. Incontáveis deambulam como almas penadas. Outros, estão assinalados por um infantilismo diante da vida, se recusando de maneira vigorosa a amadurecerem para a convivência saudável com a parcela de humanidade que se encontra na fase adulta.


Não te faças crítico de ninguém. Não manejes teu punhal verbal nem dilapide teu tempo na admoestação selvagem.


Eles, tanto quanto tu, precisam de acolhimento e compreensão. Somos todos frágeis e quebradiços para que nos tornemos martelos do prego alheio.


O evangelho pede misericórdia.

A Boa Nova sugere auxílio fraternal.

As diretrizes do Cristo recomendam o não julgamento.


Visitado pelas más notícias, dilui as mesmas no silêncio e na prece ardente.


Atacado em tuas convicções pelos intolerantes de ocasião, opta pelo não enfrentamento. Eles não tem nada a perder, mas tua paz é recurso valioso demais para atirares ao pântano dos embates estéreis.

Provocado, distribui um sorriso e deixa o provocador com ele mesmo, não tomando para si a agressão gratuita.


Pensa no alto custo de se guardar mágoas. Verifica como consegues dormir com a raiva do teu lado na cama. Constata como dez notícias boas são esquecidas em cinco minutos, mas um agravo ou ofensa única ficam nos tecidos sensíveis da alma por largos anos.


Quem circula contigo nas avenidas e praças, toma o metrô ou o coletivo em pé de igualdade carrega dificuldades que estás longe de imaginar.


Cada pessoa, uma incógnita.

Cada parente, um desafio.


A própria afeição eleita para a vida íntima pode nos surpreender de um momento para outro com um surto de loucura ou uma atitude inesperada, rompendo a confiança e desidratando o afeto.


Se eles podem, tu podes também.


Se te perguntarem, doravante, porque estás sorumbático ou muito calado, introspectivo ou observador demais, informa que encontraste em tua estrada um guru diferente.


Cabelos longos, olhos cor de mel, túnica amarelada, sandálias de couro cru.


Anda esquisitão entre farrapos humanos e mulheres equivocadas e homens que promovem os equívocos em benefício próprio, ministrando lições esquecidas.


Ele te falou de uma nova era.

Insinuou um novo tempo.


É realmente um tipo estranho. Não vai a shows de rock pesado, mas conhece quem foi. Não pisa os pés em templos religiosos, e conhece a fé de cada um. Seu roteiro costumeiro é nas periferias e alagados, palafitas e barracos que se desmancham nas chuvas torrenciais. Ali, costuma estar presente na forma de solidariedade e compartilhamento, mas também vai ao condomínio de luxo e entra no iate último modelo.


Escuta todo mundo, mas fala pouco. O que tinha de nos dizer, já disse e isso faz muito tempo.


Não corre atrás de destaques de mídia, nem tem redes sociais, mas quase todo mundo fala D'Ele e sabe quem é Ele.


Enquanto as celebridades passageiras optam pelo corpo a corpo, Ele tem preferência pelo alma a alma, coração a coração.


Esse guru tem muitos, muitos admiradores, mas seguidores mesmo, são poucos. Tu entraste na lista a pouco tempo.


Se te perguntarem o nome, faz mistério, provoca o perguntador a descobrir por ele mesmo quem é esse homem.


Quanto a ti, vive esse novo tempo e experimenta esse renovado momento em tua descolorida existência.


Quem O conheceu, nunca mais foi o mesmo.


Só tenho uma pergunta para encerrar: em que ponto de tua alma Ele te alterou?


Tua resposta pode ser decisiva para igualmente começar a própria mudança.


Marta

Salvador, 20.07.2022

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